TRÊS PERGUNTAS DE JESUS NO BARCO I

TRÊS PERGUNTAS DE JESUS NO BARCO I

 

“E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado. Ora, aconteceu que eles se esqueceram de levar pães e, no barco, não tinham consigo senão um só. Jesus, percebendo-o, lhes perguntou: Por que discorreis sobre o não terdes pão? Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido? (Marcos 8:13,14,17). 

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Os discípulos tinham acabado de presenciar a segunda multiplicação dos pães, estavam com Jesus dentro do barco e estavam com medo de morrer de fome. No texto Jesus faz três perguntas. Nelas há lições preciosas. Vejamos cada uma três reflexões:

“Por que discorreis sobre o não terdes pão?” Impressionante como a preocupação com o “pão” tem o poder de apagar rapidamente as experiências com Deus. A preocupação com o pão mina a fé na providência de Deus. Infelizmente, para pessoas que se preocupam demasiadamente com o pão, com as coisas materiais, mesmo que Jesus esteja no barco a confiança sempre estará nos seus bens, naquilo que possui.

Pessoas que se preocupam só com o “pão” mesmo que frequentem a igreja e participem de todos as reuniões e cultos vivem uma vida de ansiedade. Que tristeza quando o “não ter pão” se sobrepõe ao “ter Jesus no barco”! Os discípulos estavam mais preocupados com o “não ter” do que com o “ter Jesus no barco”. Infelizmente, esta continua sendo a realidade de muitos, não ter o carro do ano ocupa mais a mente e o coração do que a alegria de ter Jesus no barco da nossa vida.

Quando as preocupações em “não ter pão” são maiores do que a alegria de ter a companhia de Jesus precisamos repensar a nossa caminhada.

 

ORAÇÃO: Querido Deus, livra-me da insensatez de dar mais atenção ao não ter pão do que desfrutar da tua companhia no barco da minha vida.

A CORAGEM DE UM HOMEM

A CORAGEM DE UM HOMEM

 

“Vós portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, decaia da vossa firmeza”. (2Pe 3.17)

 

Não é fácil manter-se numa atitude de firmeza e solidez, quando à nossa volta campeia a liberdade; quando todos cedem e ainda tentam nos arrastar e envolver. E é nisso que repousa a maior dificuldade, porque aqueles que se deixam levar, via de regra se transformam numa ameaça à nossa coragem de sustentar uma posição tomada.

Um certo Almirante do Exército Americano, um daqueles homens que veio ao mundo com estrela do mérito e da vitória. Um de seus comandados, indisciplinado e incorrigível, sofrera por ordem do almirante, as punições regulamentares. E sendo por natureza de índole má, concentrou contra seu chefe um ódio profundo, sem esconder o fato. Até, pelo contrário, extravasava entre os colegas, a cada passo e a cada momento, o seu rancor abominável, dizendo:

- Ah! Mas ele me paga... Hei de me vingar, custe o que custar. Juro, por tudo o que de mais sagrado, que o almirante há de pagar o que fez e com a própria vida.

Esse estado de espírito foi contagiando os colegas, até que um deles contou tudo ao Almirante, a fim de lhes resguardar a segurança. O almirante ouviu sem nada dizer e quando foi no dia seguinte, pela manhã, mandou chamar o seu subordinado. Ao vê-lo entrar, o almirante fechou a porta e, em mangas de camisa, desarmado, sentou-se, e entregando ao suposto inimigo uma navalha muito bem afiada, disse-lhes simplesmente:

- Mandei chama-lo para que me fizesse a barba hoje.

O rude soldado, desmontando ante a coragem e ousadia do seu superior, começou a tremer, estarrecido e cheio de medo.

- Vamos, soldado! – Insistiu o almirante, ajeitando-se na cadeira com toda a calma – Faça-me a barba moço!

- Não posso senhor... estou muitíssimo nervoso – respondeu o valentão, afastando-se cabisbaixo enquanto o almirante sorria.

Coragem não é sinônimo de valentia, de atitude desrespeitosa, de intenção em prejudicar os outros, ou simplesmente levar vantagem, seja nas relações de negócios ou nas relações de amizade. Coragem é sinônimo de respeito, determinação em dizer a verdade, dizer sim às boas atitudes e dizer não para tudo aquilo que não é correto.

 

Oração: Senhor Deus não permita que eu venha faltar com a verdade por falta de coragem, pois sei que vem do Senhor.  Amém

CORDAS DA INJUSTIÇA

CORDAS DA INJUSTIÇA

 

Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro!” (Isaías 5:18).

 

A NTLH traduz assim este texto sagrado: “Ai dos que se amarram aos seus pecados com mentiras! Eles andam arrastando a sua maldade como quem puxa um carro”. Há lições preciosas no texto acima. Vejamos algumas:

Primeira, os pecados são como cordas que aprisionam quem os comete. O pecado aprisiona. O pecado amarra. O texto diz: “Ai dos que se amarram aos seus pecados”. O pecado tem o poder de aprisionar. O lamento do profeta é um alerta: “Ai dos que se amarram ao pecado”. Um pecadinho hoje pode significar prisões amanhã.

Segunda, a injustiça e a mentira são cordas que aprisionam. Injustiça e mentira andam de mãos dadas. Por detrás de uma injustiça há sempre mentiras. A mentira provoca injustiças.Mahatma Gandhi captou bem o poder devastador de uma única mentira quando disse: “Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida”.

Terceira, a prática da injustiça é um peso enorme para quem pratica. O texto diz: “Eles andam arrastando a sua maldade como quem puxa um carro”. O pecado aprisiona e pesa muito. A injustiça tem um peso enorme. As cordas da injustiça aprisionam e pesam. É difícil carregar o fardo da injustiça.

No poema de Joanna Andrade Da Mentira à Injustiça é dito: “Da mentira à injustiça – um passo apenas para o crime”. A mentira está entre as cordas da injustiça que tem aprisionado muitas pessoas. Que o Senhor nos ajude a romper as cordas da injustiça provocadas por mentiras.

 

ORAÇÃO: Querido Deus, livra-me das amarras do pecado. Ajuda-me a falar somente a verdade.

CUIDADO COM AS LENTES

CUIDADO COM AS LENTES

“Não julgueis segunda a aparência, e sim pela reta justiça” (João 7:24).   

Conta-se que certa vez uma mãe saiu para ir ao mercado e, de repente, voltou às pressas para dentro de casa, gritando:

- Filho, rápido, ajude-me a tirar a roupa do varal, pois vai chover!

Mais do que depressa o filho pulou da poltrona e acompanhado de sua mãe foram ao varal e começaram a recolher a roupa, ainda molhada. No entanto, o filho resolveu dar uma olhadinha para o céu e foi logo perguntando a sua mãe:

- Mãe, o céu está limpo, sol forte e não há nenhuma nuvem se formando. Acho que não vai chover, não.

Foi só nesse exato momento que a mãe percebeu que estava de óculos escuros.

As lentes que usamos para fazer leituras da realidade que nos cerca podem causar embaraços. No texto sagrado acima há lições preciosas a esse respeito. Vejamos:

Primeira, as aparências enganam. Julgar pelas aparências é um risco enorme. Muitas injustiças têm sido cometidas ao longo da história por causa do julgar pelas aparências. Cuidado com as lentes da precipitação. Cuidado com as avaliações superficiais. Cuidado para não julgar pelas aparências.

Segunda, à luz do texto sagrado os julgamentos não estão proibidos, mas quando forem necessários que sejam norteados “pela reta justiça”. Justiça torta não é justiça. Justiça torta é injustiça. Não julgue pela aparência, mas pela essência. Cuidado com as lentes que você está usando para julgar as pessoas.

A precipitação é amiga íntima da injustiça.  A esse respeito, alguém fez uma indagação mais do que oportuna: “E se você ficasse cego, continuaria julgando as pessoas pela aparência? ”

 

Oração: Querido Deus, livra-me de julgar pelas aparências. Dá-me serenidade e discernimento para usar as lentes da justiça.

 

PARCIALIDADE NO JULGAR É PECADO

PARCIALIDADE NO JULGAR É PECADO

 

“Não farás injustiça no juízo, nem favorecendo o po­bre, nem comprazendo ao grande; com justiça julgarás o teu próximo” (Levítico 19:15).

 

Madre Teresa de Calcutá certa ocasião disse: "Quem jul­ga as pessoas não têm tempo para amá-las”. Concordo, no en­tanto há momento em que o julgamento é inevitável, especial­mente àqueles a quem Deus constituiu por autoridade para jul­gar. No texto acima há dois princípios que devem prevalecer na emissão de juízo de valor. Vejamos:

Primeiro, a injustiça jamais deve prevalecer. O texto diz: “Não farás injustiça”. Deus é justo e qualquer forma de injustiça está na contramão daqueles que amam a Deus. Quem ama a Deus tem prazer em obedecer a esse imperativo: “Não farás injustiça”.

Segundo, seja imparcial. Não favoreça os humildes, nem procure agradar os poderosos, antes julgue, quando for o caso, balizado na imparcialidade. A parcialidade desagrada a Deus. Não importa se a causa se refere a pobres ou ricos a justiça no juízo deve prevalecer.

No texto há dois imperativos, um na forma negativa e ou­tra na forma positiva: “Não farás injustiça” e “com justiça julga­rás o teu próximo”. Não há meio termo. Julgamos baseados na justiça ou injustiça. Como disse Theodore Roosevelt: “A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado”.

 

Oração: Querido Deus, livra-me de emitir juízo de valor ou julgar alguém baseado na parcialidade e injustiça.

O que dizem sobre nós

Só uma escola com uma excelente estrutura, pode oferecer o melhor para nossos filhos, estrutura essa, tanto em suas instalações, quanto acadêmica e espiritual. Ricardo Luis

"Eu gostei de aprender de forma prática sobre os paralelos e meridianos. Eu gostei de fazer a bola com a minha mãe, usando barbante, cola de isopor e alfinetes".  Ana Cecília - 6º ano A

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